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Varejo paulista sofre queda de 8,1% nas vendas em fevereiro, aponta Associação Comercial de São Paulo

 

São Paulo, 28 de abril de 2016. O varejo ampliado do Estado de São Paulo sofreu uma queda de 8,1% no volume de vendas em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já o faturamento nominal aumentou 0,8%.

No varejo restrito – que não inclui automóveis e material de construção – as vendas recuaram 9,5% e o faturamento cresceu 2,1%, na mesma base de comparação.

“O desempenho do comércio paulista segue sinalizando o aprofundamento da queda do volume de vendas pelo menos até o primeiro semestre. A contínua piora das condições financeiras e a maior insegurança no emprego continuam a manter a confiança do consumidor em mínimas históricas, reduzindo sua disposição para comprar”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

Ele lembra que as quedas são mais acentuadas em São Paulo, pois o estado é mais afetado pela crise do setor industrial. E ressalta que, caso haja um novo governo, é preciso estimular a recuperação da confiança para que o desempenho do comércio possa melhorar.

Segmentos

Frente a fevereiro do ano passado, todos os setores econômicos do varejo ampliado registraram quedas no volume de vendas, com destaque para lojas de material de construção (-13,5%), concessionárias de veículos (-13,1%), lojas de departamento/eletrodomésticos/eletroeletrônicos (-12,8%) e lojas de móveis e decorações (-12,6%). Estes são segmentos que comercializam artigos de maior valor, cuja compra, em geral, é mais dependente da disponibilidade e condições do crédito.

Já em relação ao faturamento nominal, três segmentos apresentaram alta na variação anual: supermercados (6,2%), farmácias/perfumarias (6%) e autopeças/acessórios (4,7%).

Lojas de materiais de construção tiveram a maior retração no faturamento (5,7%), na mesma base de comparação.

A última vez que algum setor apresentou saldo positivo foi em abril de 2015, quando as vendas avançaram 4,1% nas lojas de vestuários/tecidos/calçados, sobre o mesmo período de 2014. Desde então todos os segmentos amargam recuos.

Regiões

Em termos regionais, a queda das vendas continua a se espalhar por todo o estado, alcançando até mesmo a Região Metropolitana do Alto do Tietê (onde se destaca a cidade de Guarulhos). Em períodos anteriores, essa região se diferenciava das demais por conseguir manter resultados positivos em meio à queda generalizada das vendas.

As maiores retrações no varejo ampliado em fevereiro – sobre o mesmo período de 2015 - foram no Litoral (-13,5%), em Araraquara (-11,7%) e na Região Metropolitana Oeste (-11,1%).

Os menores recuos, por sua vez, ocorreram nas seguintes regiões: Vale do Paraíba (-0,8%), Araçatuba (-1,6%) e Metropolitana do Alto do Tietê (-3,2%).

Os dados são do Boletim número 22 do ACVarejo, levantamento mensal do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), elaborado a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

 


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